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« Era certo que a invasão da sensualidade negra era um sinal que os padrões de beleza se tornaram menos preconceituosos. A nudez da mulher negra, contudo, me conduzia ao meu próprio corpo. Pensando no modo como via o meu corpo concluí: eu não sabia estar nua. E dei conta: o que me cobria não era tanto o vestuário mas a vergonha. Era assim desde Eva, desde o pecado. Para mim, África não era um continente. Era o medo da minha própria sensualidade.»
* Mia Couto - Jesusalém
2 comentários:
La raza negra, caso de que hayan razas, que no lo sé, es para mí la más cargada de belleza y gracia. Los cuerpos de los blancos son como sombras (sombras blancas) de los cuerpos de los lanceros y las recolectoras africanas.
lindo demais.
Beijo,
mariah
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