
Sonho. Não.
Velo? Venho do sonho...
Sinto a carícia leve, irreal, espraiada.
Dourada, também.
Como as dunas do deserto afloradas pelo sol que desperta, glorioso.
Vem, inebriante de aroma de flores brancas.
Gardénias da minha juventude, nardos do meu casamento.
Perfumes estremecidos pela sensualidade das noites quentes do verão.
Agora é já azul, fresca.
Onda do mar sereno brincando na areia que desperta do luar do plenilúnio.
Fecho os olhos com muita meiguice.
Não quero que a carícia se dilua.
Agarro-me a ela.
Pelas minhas mãos escoa-se apenas areia.
Do deserto.
Da beira-mar.
A carícia habita na minha memória.
Para sempre viva.
***
texto e foto: fernanda s.m.
6 comentários:
um doce gosto a terra molhada
em ausência ou memórias
sempre presentes
.
um beijo ,Amiga
Olá, Fernanda!
Diante destas flores faço uma festa...
Um abraço
Entre o mar e a terra, e belo de se ler....
Um abraço amigo Poeta de tantos sentires!
________ JRMarto
Maria Gabriela, sempre presente para me "abraçar" e incentivar.
Um OBRIGADA rescendendo aos aromas do sul, Amiga minha.
Zef, a romãzeira falou... e a festa é sempre grata.
Obrigada por ter passado e ter deixado recado.
Um abraço.
José Marto, obrigada por ter lido e sentido.
Bom fim de semana, abraço.
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