21/02/2015

Era Verão. Tudo chegava demasiado cedo.

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 Outrora, as tuas mãos, a tinta secreta,
 uma sinfonia inacabada,
 as jóias, o céu, o veludo, o rosto,
 o lume espesso.
 As madressilvas evolavam-se.
 Éramos a semente, o som,
 o ópio, a tintura do mar,
 a raiz das mandrágoras.
 A magia submersa derramava
 tatuagens leves.

 Era Verão. Tudo chegava demasiado cedo.



  Maria do Sameiro Barroso, in « O Corpo Lugar de Exílio »
  

2 comentários:

Peres Feio disse...

No tempo da força dos Blogs (pré-Face) a qualidade era maior - é assim Bj, resistente ! -

fernanda sal m. disse...

Obrigada, Carlos!