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02/11/2008

No dia 2 de Novembro



Sonho. Não.
Velo? Venho do sonho...
Sinto a carícia leve, irreal, espraiada.

Dourada, também.
Como as dunas do deserto afloradas pelo sol que desperta, glorioso.

Vem, inebriante de aroma de flores brancas.
Gardénias da minha juventude, nardos do meu casamento.
Perfumes estremecidos pela sensualidade das noites quentes do verão.

Agora é já azul, fresca.
Onda do mar sereno brincando na areia que desperta do luar do plenilúnio.

Fecho os olhos com muita meiguice.

Não quero que a carícia se dilua.
Agarro-me a ela.
Pelas minhas mãos escoa-se apenas areia.

Do deserto.
Da beira-mar.

A carícia habita na minha memória.
Para sempre viva.

 

***
texto e foto: fernanda s.m.