05/12/2008

Perdido.

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Perdido


o céu tem debitado
água de cisterna antiga
nestes dias de folhas mortas
tapete castanho da minha rua
suporta o peso dos que voltam a casa
troncos são decepados com dor
no ritual do Outono
pássaros agora assustados
tentam habituar-se
aos poleiros alterados
novos braços elevados
prece desta cerimóniade água
fogo e tédio
são outras agonias


só eu de longe assisto


vem Inverno
com teu descontentamento.


Carlos Peres Feio - in « podiamsermais » , edição da Junta de Freguesia de Carcavelos.

foto: fernanda s.m.

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