16/05/2012

Ontem, hoje. E amanhã ?

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( texto antigo, mas de hoje )

Perdoem a ironia, mas já não aguento mais ! ! !
foto: fernanda s.m. - marachão
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     « Cai, sobre a cidade do Liz, o silêncio e a calma de um dia quente de setembro: é este, sempre, momento íntimo e forte que convida, instiga mesmo, à meditação sobre os valores e a pureza dos elementos cósmicos, olhando o sombreado que o poderoso astro solar sacode mansamente sobre os pobres humanos, antes que se aproxime a estrela da madrugada.
Mas em lugar nenhum do mundo essa magia é tão pura como nesta cidade! Porque leves Zéfiros inspiradores transportam no ar, não já as brisas do Liz, (sopram de outros quadrantes) mas sim o aroma inspirador das pocilgas e/ou das "etars".
É como se o campo viesse dar um beijo de boas noites, oloroso e romântico, à cidade!
E nesta terra de amores reais cantados, e tantos outros amores sussurrados, os leirienses, contagiados e enfeitiçados por estes aromáticos fins de tarde, sonham, inebriados, com Isabel. A amantíssima esposa e rainha do rei do “verde pinho”; a que conseguia transformar o encardido pão em rosas aromáticas. Pudesse ela sentir estes odores porcinos da sua cidade que embriagam todos os fins de tarde - os quentes, os ventosos, os húmidos, os frios... Pudesse a Santa Isabel, a das rosas, fazer outra vez o milagre, mas agora já não com o pão ... !



Ai, como eu gosto dos fins de tarde na minha cidade, onde chega o aroma forte e acre..., das estevas, quando o vento se engana e sopra de leste! »




fernanda s.m. - setembro de 2007 - in «http://matebarco.multiply.com/journal/item/47/QUANDO_O_VENTO_VEM_DO_NORTE

2 comentários:

Graça Sampaio disse...

Muito bonito, Fernanda!

Beijinhos poéticos...

fernanda s. monteiro disse...

Obrigada, Graça, e outro para si, oloroso, e não cheirando a porcos ...

Que destino o da nossa cidade !